3 de janeiro de 2013

Bem ferida


É justamente quando entro nesse beco que a ardência, antes quieta, do estômago ressurge. Quase como se fosse um bicho se contorcendo dentro de mim. Pois é bem isso. Eu e o bicho em agonia. E não sei mais como resolver. Se eu tivesse alguma fé olharia para o céu, mas como desconfio até de mim, em que posso acreditar?
De novo essa tremedeira que não sabe se é de calor ou de frio me paralisa. Não. Não sei se paralisa. Acho que na verdade tratasse de um nervoso estático, um que não sabe me dizer o por que, o por que, o por que e o porque.
Socorro, gente. Acho que a fera adormecida acordou de novo e bem ferida.

Feliz 2013.

18 de outubro de 2012

Mudança de casa!

Queridos leitores que acompanham o blog,

vou começar a postar também pelo Facebook na página do livro Desinteresse Manso.
O que estava aqui, vou colocar lá, e o que nascer lá, também vou trazer pra cá!
Mas pra quem se interessar, já pode curtir/comentar/compartilhar:

http://www.facebook.com/Desinteressemanso


Um beijo!

20 de agosto de 2012

Fotografia


Em toda segunda-feira de sol eu sinto falta de viver. Sinto falta de sentir. Sinto até a falta de nunca ter sentido o mundo mais leve. Eu queria não ser tão séria e não me levar tão a sério, só um pouquinho, pra de repente viver como se eu fosse uma bela fotografia, dessas que a gente sente inveja...


Na verdade, eu queria ser a própria fotografia. Ser sol, ser sorriso, ser completa. Não ser trabalho, não ser obrigação. Acho que eu queria ser férias pra não desperdiçar os sentidos de estar no mundo.

Sinto a falta das novas experiências, dos outros lugares, de estar longe e de levar só quem realmente é de perto.

E eu sou feliz, mas queria experimentar a realidade de uma felicidade de mentira.

10 de fevereiro de 2012

De bege


Hoje tranquei meu passado. Tranquei na cor bege, porque o lilás não servia mais. Não servia porque ficou pequeno, ou então porque ficou tão largo de saudade que me esmagou, como se esmaga uma barata com o chinelo.
A diferença é que a barata esmagada fica lá espatifada, espalhada, pedindo pra que eu admire o nojento e enfrente o medo. Foi justamente o que fiz com a tranca. Espatifei o medo de bege.
Ou será que quando eu levantar o chinelo, ele vai escapar em velocidade de novo?
De qualquer forma, eu vou gritar...

15 de agosto de 2011

Correr da flor

   Eu descobri que chorar é uma das melhores formas de tirar meu rímel antes de dormir. O que vão pensar do travesseiro manchado eu não sei. Só lembro de pensar nisso pela manhã quando acordo. Mas nessa hora a pressa já me possuiu e anestesiou todas as dores que eu tentei consertar sozinha na noite anterior.
   A culpa, de ter vergonha e medo do que meu coração suplica por fazer, me cega. Eu deveria. Mas estou um pouco ocupada agora percebendo o quanto a vida é de mentira. Uma mentira breve. E o quanto a morte é um susto pra quem fica. Por que pra quem foi é o quê? Acabou onde?
   Minha alegria morreu dia 25/05/2011 e me perdoem os que acreditam, mas eu já não sei sorrir sem medo e estou enlouquecendo.
   Já não sei se é normal ser assim à flor da pele.

26 de maio de 2011

Não te ver

   Dessa vez é real. O que eu tanto temi e diversas vezes acordei do pesadelo, respirando e agradecendo à mentira, dessa vez se tornou real. Dessa vez não vou acordar. Dessa vez você não está aqui. Dessa vez é verdade que o barulho das suas patinhas no chão não vão me acordar pela manhã. Seu pulo na cama... as lambidas na cara..
   E eu não podia deixar passar em branco. Não podia, não posso e não vou. Porque é você, e eu te amei demais.
   De repente... o que é que se faz com um pesadelo de que não se acorda?