14 de novembro de 2010

Venda do livro

   Bom dia, pessoal!
   A partir de hoje já é possível comprar meu livro pela internet. Vocês podem comprar direto pelo site da livraria virtual da Editorama que é www.tmaisoito.com.br ou fazer o pedido pelo site da Livraria Cultura clicando aqui!
   O livro custa R$ 14,00 mais o frete, e pode ser entregue em qualquer parte do Brasil!
   Qualquer dúvida me avisem pelos comentários! :)

8 de novembro de 2010

Agradecimento

Bom dia!!!

   Eu quero de agradecer a todos vocês que compareceram no lançamento do meu primeiro livro, ontem à tarde na Livraria da Vila. Tivemos a presença de mais de 100 pessoas e uma ótima venda!
   Foi uma tarde maravilhosa pra mim e espero que pra vocês também! Vou postar algumas fotos agora e algumas mais pra frente. Por enquanto pra ver as fotos em tamanho grande vocês devem acessar meu Flicker clicando aqui. Pra quem tiver Facebook ou Orkut, é só clicar no meu perfil no link ali do lado e checar as fotos que já estão todas por lá!
   Pra quem não conseguiu ir e não pode comprar o livro, poderá fazer a compra pela internet, acredito que ainda essa semana!
   O livro estará disponível na Livraria Virtual da Editorama e custará R$ 14,00, pode ser entregue para todo Brasil, e o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou boleto bancário pela PagSeguro pra garantir o dinheirinho de vocês!

   Novamente muito obrigada pela tarde deliciosa e pela presença, estou com uma felicidade que não cabe em mim!








25 de outubro de 2010

Lançamento: Desinteresse Manso


Bom dia, queridos leitores e seguidores!

Venho com muita (muita, muita, muita mesmo!) felicidade convidar a todos vocês para o lançamento do meu primeiro livro, que leva o nome desse blog!

O livro é uma coletânea de alguns textos publicados aqui, junto com novas crônicas, inéditas, escritas especialmente para o livro.

Estarei na Livraria da Vila da Alameda Lorena, 1731, no dia 07/11/2010 das 16:00 às 19:00 dando autógrafos no piso superior.

Obrigada a todos vocês que estão sempre aqui comigo compartilhando desse desinteresse interessado.

Conto com vocês!

25 de agosto de 2010

Aguardo

   Eu estou a esperar que meus frios na barriga voltem. Sem eles sinto que não estou aqui e portanto oca. Sem, é claro, ser oca de verdade, já que não se retira de dentro o que uma vez já entrou.
   A vida marca, queima, deixa. Eu por enquanto guardo começos de textos e palavras que saíram sem se combinar. Eles virão depois, e virão bonitos em papel e capa.
   Por isso aguardo. Aguardo que enlouqueça a mim mesma pra poder finalmente sair de mim.
   Eu descobri que pra sentir a vida a gente precisa amar, até sufocar o estômago de medo do mergulho no abismo que amar significa.

5 de julho de 2010

Ferida

   Hoje vi o tempo ser traiçoeiro. Na verdade senti. Senti porque tenho uma ferida aberta faz algum tempo, e é uma ferida daquelas que não se curam. Esse tempo não sabe bem onde deve guardá-la, e por isso leva e traz quando achar que bem deve, e insiste sempre em colocá-la de volta no meu peito que já é inquieto por si só.
   Sonhei com inúmeras possibilidades pra reparar o que me fiz. Mas ela não vai, não passa, não fecha. E por isso finjo não senti-la. Pelo menos não quando me esforço muito pra viver a vida que ainda não se foi de mim. Gosto tanto de viver! De sentir os dias.
   Queria retratar melhor a ferida, parece-me que quando se divide as coisas com o mundo a dor fica mais leve. Mas não sei se posso. Trata-se de uma amargura não resolvida, algo que não posso lidar. Algo que preciso tirar do peito e do passado, sem tirar de mim. Transformar o ruim no bom, ou só esmagar esse ruim com o que sobrou do bom.
   Vamos à ferida. É minha e toda minha, penso que não se vai porque é secreta, e é secreta porque a fiz assim pra não morrer de vergonha de mim. Entenda que não posso pedir desculpas por ela!! Já estava aqui quando me dei conta do que era capaz, e deixei arder pra ver o quanto doía. Eu não conhecia, não sabia... mergulhei, quis ver mais. Pois veja, é como se eu gostasse dessa dor. Não, não da dor que machuca, mas da dor que se foi e deixou metade ainda viva.
   Por isso não posso pedir desculpas, afinal, a deixei viver aqui, é como um braço dentro do estômago. Um braço bem mais comprido que meus próprios braços, e que hora repousa satisfeito, hora explode meu coração entre os dedos.
   Só posso ofegar... ofeg... ofe...

10 de maio de 2010

Respiração branca

   Caso ele tivesse me ouvido. Foi pra isso que sentei no chão de neve. Estava muito escuro naquele beco, a não ser pelo poste de luz que parecia iluminar apenas a mim e ao meu casaco rosa queimado. Eu tremia de frio e me chacoalhava devagar tentando, de alguma forma, esquentar um pouco o meu corpo. Minhas bochechas rosadas começavam a se destacar mais na pele branca, era a falta de calor me queimando ironicamente. Meu lábios ardiam em vermelho de tanto que tirava peles ressecadas com os dentes. Puro nervoso.
   Eu queria virar pra trás e conversar com ele, olhando diretamente nos olhos, mas não me parecia justo uma vez que eu mesma nunca tinha visto seu rosto. Eu sentia saudades, é verdade. Mas só nessas noites de frio. Ele estava ali atrás de mim e eu podia sentir. De relance, também podia ver a fumaça de sua respiração. Não dizia sequer uma palavra.
   Insisti em perguntar: é você? Pra ter como resposta apenas um suspiro de susto e mais respiração branca perto de mim. Eu não queria mais insistir, eu não sabia mais enxergar. Era como se eu pudesse senti-lo em todos os outros lugares durante o dia sem sentir dor novamente. Mas eu sabia que na verdade, eu temia saber a verdade.
   Ele continuava atrás de mim, mudo, quase invisível se não fosse pelo "quase". E a outra também. Espionava-nos do telhado para saber se estávamos bem, sem sequer querer nosso bem.
   Levantei e continuei a caminhar no escuro molhando minhas botas pela neve. E ele também. É, ele também.